sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Medos e surpresas.

     Tudo seria diferente!Clara se assustou quando se deu conta disso. Seus pais tinham acabado de se   separar e tudo ainda estava muito confuso em sua cabeça de apenas 13 anos de idade. Seria como um novo mundo pra ela, pois sua mãe havia decidido então voltar para a cidade do interior onde nascera e cortar o elo criado entre o pai e a filha durante o casamento.
    Os primeiros dias na pequena cidade calma como a brisa que a cobria não foram fáceis. A hora em que sentia mais falta de seu pai era quando ia dormir, quando  seu pai ia contá-la como foi seu dia e no final de tudo os dois davam risadas como dois bebes, o que fazia curar qualquer estresse tido antes.Ela chorava toda noite.
    A escola nova não era ruim, mas tornava-se péssima  quando a garota se dava conta que suas melhores amigas não estavam perto dela.Clara se sentia  como uma flor despedaçada.
   Aos poucos ela foi fazendo novas amizades, mas tinha uma pessoa que ela se identificava totalmente: Daniel. Ele era lindo, simpático, tinha um sorriso tão radiante como o sol, enfim tinha todas as qualidades que uma garota desejava no seu “príncipe encantado”. Não era impressão,Clara estava perdidamente apaixonada por ele.Era um amor bonito baseado em uma amizade sincera,mas ela tinha medo de declarar-se ,por isso só demonstrava em gestos de carinho e afeto.
   Um dia Clara teve que ir para a casa de Daniel para fazer um trabalho do colégio. O pai de Daniel era muito cuidadoso com ele, afinal Daniel era filho único e os dois haviam sofrido muito com a perda de Luciana, mãe de Daniel. Já era tarde quando os dois finalmente acabaram o trabalho, a mãe de Clara resolveu então buscá-la, pois achava que a cidade, que ficava ainda mais calada a noite, muito perigosa para uma menina bela como uma flor andar sozinha por ai.
    Clara e Daniel estavam dançando  uma música muito alta, e não escutaram a buzina do carro, só o pai de Daniel que estava no andar de baixo da casa. Os dois resolveram então conversar, seus filhos estavam divertindo-se tanto que nem dava vontade de atrapalhar. Quando Clara e Daniel cansaram  e resolveram parar de dançar, o silêncio estagnou. Clara então resolveu quebrá-lo : Eu te amo.O pai de Daniel então entrou no quarto feliz como um sabiá e falou para  Clara descer.Sua mãe a aguardava.Os pais trocaram telefones e prometeram sair qualquer dia.
No dia seguinte, Clara e Daniel após conversar, resolveram deixar a amizade continuar. Os dois tinham  medo da paixão acabar com uma amizade bela como a luz do olhar de Clara quando o via.

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