domingo, 24 de outubro de 2010

CUIDAR

Cuidado, era o que eu deveria ter tido antes de qualquer coisa. Tudo que se cuida tem mais chances de se ter por perto: amor, amigos, até mesmo uma simples planta que fica na sua varanda e você sempre se esquece de molhar. Cuide, acima de tudo.
Cuidar é uma forma de carinho, mostra que você quer que algo fique bom, mostra a sua preocupação. Tem coisa melhor do que ser cuidado por quem a gente ama?É nessa hora que vemos quem realmente quer a nossa felicidade, quem cuida da gente.
Pratique sempre o ato de cuidar, nunca se sabe quando você vai precisar também...

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Correspondência enfim.

“Eu te amo. Eu te amo muito.” Era tudo que eu precisava ouvir naquele momento em que nada em minha vida parecia encaixar. Tudo acontecia sem explicação e sem ponto final, era como uma história sem fim. E ouvir isso de alguém, ainda mais do amado era tudo que se podia esperar para melhorar sua vida.
A nossa história é muito complicada. Já faz muito tempo que eu o conheço, não é de hoje que ele habita os meus pensamentos e quando me dou conta estou imaginando situações em que nos dois estamos envolvidos e eu, como sempre, tomo a atitude errada.
A minha vida nesse período estava de mal a pior: brigas em casa, notas baixa na escola, faltas na academia. A única coisa que me contentava era que pior que estava não dava pra ficar. Foi quando do nada ele veio me pedir pra falar algo que estava sentindo por mim havia um tempo. E não, não dava mais pra segurar.
Quando acordei me dei conta:que pena foi só um sonho,uma doce ilusão.
Senti-me como uma flor desabrochando quando pude então saber que eu tinha sido correspondida. Desabrochando pra felicidade então, desabrochando para o amor.

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Medos e surpresas.

     Tudo seria diferente!Clara se assustou quando se deu conta disso. Seus pais tinham acabado de se   separar e tudo ainda estava muito confuso em sua cabeça de apenas 13 anos de idade. Seria como um novo mundo pra ela, pois sua mãe havia decidido então voltar para a cidade do interior onde nascera e cortar o elo criado entre o pai e a filha durante o casamento.
    Os primeiros dias na pequena cidade calma como a brisa que a cobria não foram fáceis. A hora em que sentia mais falta de seu pai era quando ia dormir, quando  seu pai ia contá-la como foi seu dia e no final de tudo os dois davam risadas como dois bebes, o que fazia curar qualquer estresse tido antes.Ela chorava toda noite.
    A escola nova não era ruim, mas tornava-se péssima  quando a garota se dava conta que suas melhores amigas não estavam perto dela.Clara se sentia  como uma flor despedaçada.
   Aos poucos ela foi fazendo novas amizades, mas tinha uma pessoa que ela se identificava totalmente: Daniel. Ele era lindo, simpático, tinha um sorriso tão radiante como o sol, enfim tinha todas as qualidades que uma garota desejava no seu “príncipe encantado”. Não era impressão,Clara estava perdidamente apaixonada por ele.Era um amor bonito baseado em uma amizade sincera,mas ela tinha medo de declarar-se ,por isso só demonstrava em gestos de carinho e afeto.
   Um dia Clara teve que ir para a casa de Daniel para fazer um trabalho do colégio. O pai de Daniel era muito cuidadoso com ele, afinal Daniel era filho único e os dois haviam sofrido muito com a perda de Luciana, mãe de Daniel. Já era tarde quando os dois finalmente acabaram o trabalho, a mãe de Clara resolveu então buscá-la, pois achava que a cidade, que ficava ainda mais calada a noite, muito perigosa para uma menina bela como uma flor andar sozinha por ai.
    Clara e Daniel estavam dançando  uma música muito alta, e não escutaram a buzina do carro, só o pai de Daniel que estava no andar de baixo da casa. Os dois resolveram então conversar, seus filhos estavam divertindo-se tanto que nem dava vontade de atrapalhar. Quando Clara e Daniel cansaram  e resolveram parar de dançar, o silêncio estagnou. Clara então resolveu quebrá-lo : Eu te amo.O pai de Daniel então entrou no quarto feliz como um sabiá e falou para  Clara descer.Sua mãe a aguardava.Os pais trocaram telefones e prometeram sair qualquer dia.
No dia seguinte, Clara e Daniel após conversar, resolveram deixar a amizade continuar. Os dois tinham  medo da paixão acabar com uma amizade bela como a luz do olhar de Clara quando o via.